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Os recursos audiovisuais desenvolvem os processos intuitivos e associativos de uma geração de jovens inseridos desde a mais tenra idade no mundo televisionado.
Nesta realidade, a partri de situações que estimulam o emocional e que chegasse a uma idéia mais objetiva, a uma opinião mais crítica. o entretenimento torna-se ferramenta de compreensão, desafiando o educador a abrir-se a novas comunicações e dieferentes linguagens, bem como, a repensar seu papel como mediador entre conhecimento científico e o conhecimento intuitivo, presentes neste novo contexto; pois, qualquer um dos programs televisivos estimulam as percepções pessoais, desafiam os padrões culturais e, consequentemente, infuenciam em julgamentos finais.
Em meu ponto de vista, é possível integrar a utilização da televisão e do vídeo na currículo escolar, uma vez que o professor tenha claro quais os bojetivos que pretende alcançar com o uso destas tecnologias. Como também, seja consciente de seu papel como o mediador do conhecimento científico e o intuitivo, para que os educandos sejam capazes de formar uma opinião crítica perante os programas e os filmes assistidos.
Ao analisarmos os programas de televisão, poderemos classificá-los em diversas categorias, tais como os elencados abaixo.
Programas com finalidade explícita de educar: Globo Rural, Globo Repórter, Supernanny, Planeta Turismo e Educativo;
Programas sem finalidade explícita de educar: Programa Mais Você, Programa Pra Valer, Fantástico, Programa Charme e Pesca Dinâmica;
Progamas não educativos: Domingo Legal, Domingão do Faustão, Sob Nova Direção, Central da Perifieria e Programa Raul Gil;
Programas deseducativos: Dragon Ball Z, Bob Esponja, Programa do Ratinho, filmes de violência e a novela Cobras e Lagartos.
Ao pararmos e analisarmos os programas de maior audiência na televisão, podemos classificá-los como não educativos e/ou deseducativos e os que não possuem finalidade explícita de educar. Dentre estes, temos as telenovelas, alguns programas de televisão e o nosso encontro marcado de domingo à noite "Fantástico".
A televisão stende aos interesses de um pequeno grupo econômico e até mesmo político, quando deveriam atender aos interesses dos cidadãos comuns. Assistimos aquilo que o governo federal quer que todos os brasileiros assistam ou aquilo que é interessante a um determinado grupo econômico. Não possuimos automia para alterar a programaçào da televisão aberta e, em determinados momentos, não temos alternativo do que assistir. Falo do canal aberto, pois é aquele presente em todas as residências, independente da situaçào financeira.
Incorporar a televisão a prática pedagógica, não quer dizer abandonar os textos escritos; mas utilizá-la de forma objetiva e prática para qualificar esta educaçào presente em nosso dia-a-dia.
Para utilizarmos os programas de televisão e de vídeo para fins educativos, precisamos ter claros quais objetivos queremos atingir com a utilização das novas tecnologias em sala de aula. Como também, precisamos ter em mente que os diferentes programas e/ou filmes trazem consigo mensagens subliminares que atingem o inconsciente dos nossos educandos.
Com nossos alunos, podemos realizar uma análise reflexiva e crítica da linguagem utilizada pelos apresentadores, bem como os desenhos e músicas que neles estão contidos. Através de diversos filmes, por que não trabalhar o universo do adolescente de uma maneira mais dinâmica? Com isso, tenho certeza que teremos crianças e adolescentes sabendo valorizar as pequenas coisas da vida!!!
Quando utilizados com objetivos bem claros e pré-definidos, a televisão e o vídeo podem agregar um grande valor ao processo educativo que desenvolvemos em nossas escolas.
Cada um de nós, enquanto educadores, temos o nosso jeito de ser e de educar. Mas, não podemos ignorar que as novas tecnologias vêm nos auxiliar em nossa função de transmitir informações aos nossos alunos, pois são novas possibilidades de pesquisa, de aprendizagem e comunicação.
Entretanto, é preciso que nos preparemos antecipadamente para utilizar os programas de televisão a favor da educação.
Se pararmos por algumas horas, para assistir aos programas de televisão dirigidos às crianças, jovens e adultos, poderemos perceber sutis diferenças que visam educar "emocionalmente" o público alvo.
Nos programas infantis, podemos observar que o apresentador é, geralmente, do sexo feminino; o que remete o psicológico da criança a figura materna. As cores utilizadas são cores vivas, predominando as cores primárias (amarelo, vermelho e azul), com pouca movimentação da câmera e, os desenhos que nele passam traz questões que envolvem o bem e o mal, o forte e o fraco através de uma idéia bastante agressiva.
Já, os programas jovens são recheados de músicas que estão na moda (Que tal escutar um funk?) e aventuras realizadas pelo apresentador a fim de superar limites colocados por questões físicas (Quem poderia imaginar que Luciano Huck andaria num Fox do Morro da Urca ao Pão de Açucar, no Rio de Janeiro?) Ah! E a linguagem? É difícil observar uma frase com português correto... isso é coisa de "careta", as gírias estão na moda.
E os programas adultos? O que acontece? Muitos deles tornam-se programas políticos, uma vez que assuntos referentes as questões sociais e econômicas sempre aparecem na pauta. Ou quem sabe, é melhor olhar e rir as tragédias alheias ao invés de enfretarmos os nossos próprios problemas pessoais.
Olhando ao nosso redor, percebemos que nossas vidas são guiadas pelas diversas tecnologias... celulares, computadores (quem diria, poder conversar através da internet...somos todos internautas!!!); além é claro da televisão. Pare e pense: qual é a primeira coisa que você faz ao chegar em casa do trabalho? Que tal ligar a televisão para distrair-se um pouco, assistindo a novela das seis.
Se pensarmos o quanto utilizamos a televisão e o quanto ela guia as nossas vidas... A televisão está presente em todos os lugares!! Conforme o texto " Linguagem da TV e novos modos de compreender", somos todos educados pela mídia!
A televisão traz muitas e diversas informações sobre a realidade social de nosso país e do mundo. Entretanto, precisamos treinar e educar nossos alunos para olharmos o que é passado na televisão com uma visão crítica daquilo que estamos assistindo. Precisamos realizar uma leitura interpretativa da realidade que é televisionada, como precisamos estar atentos aos interesses econômicos que estão por trás daquilo que é transmitido neste meio de comunicação de massa.
E, enquanto educadores, como usar a televisão e o vídeo em nossas salas de aula?
Ah! Enquanto formadores de cidadãos, precisamos compreender a influência desses meios de comunicação sobre os modos de ser e comportar-se de cada indivíduo; trabalhando em nossas aulas aquilo que a televisão nos traz de bom, realizando a leitura interpretativa dos programas que nela são transmitidos. Já ao utilizarmos o vídeo, é necessário termos bem definidos quais objetivos queremos atingir com cada um de nossos alunos.